Entrevista para a VOGUE

Taylor Momsen concedeu uma entrevista para a VOGUE. Confira a matéria completa abaixo: 


Taylor Momsen sobre seu novo álbum e a liberdade do Rock 'n' Roll

Nessa altura onde até mesmo titãs como Roger Daltrey do The Who declaram que o Rock "chegou em um beco sem saída", Taylor Momsen, da Pretty Reckless, ainda fala sobre o gênero com zelo evangélico: "O Rock n roll representa a liberdade", diz ela ao telefone direto da Flórida, antes de um show em Orlando mais tarde naquela noite. "Não tem limites. Não tem fronteiras". E é verdade que nenhum obstáculo impediu o grupo de Momsen. Em um aspecto, The Pretty Reckless é a banda de rock mais bem sucedida. Quando seu último single, "Take Me Down", chegou ao topo do Mainstream Rock Chart recentemente, marcou seu quarto número 1 em quatro tentativas, algo que nenhum de seus concorrentes no chart já tenha realizado.

Momsen, anteriormente conhecida por seus papéis em O Grinch e Gossip Girl, surgiu como a vocalista arrasadora da The Pretty Reckless em 2010. O segundo álbum da banda, Going to Hell, estabeleceu uma combinação perfeita, se não necessariamente original, misturando reverência para o Canon Rock com a força destruidora de Jukeboxs de bares do rock. Como cantora, Momsen fez mais do que apenas reconhecer o sombrio presente - ela o recebeu com os braços abertos. "Heaven Knows", o primeiro número 1 da The Pretty Reckless nos EUA, inclui gritos do grupo dizendo "pertencemos ao caminho de baixo". Destacar esse destino desagradável e inevitável abriu a porta para a resistência: "O grande homem diz a você para onde ir. Diga a eles que está bom, diga a eles que está tudo bem / Não faça uma maldita coisa do que eles dizem."

O novo álbum da banda, Who You Selling For, se abre em um estado semelhante ao de um esclarecimento sombrio. A faixa, "The Walls Are Closing In / Hangman" diz muito, mas quando Momsen chega com "Take Me Down" duas canções mais tarde, fica claro que a primeira faixa foi uma simulação, e o interesse principal da The Pretty Reckless desta vez é em polir o lado clássico de seu som. O single contém uma mistura de referências do blues popular no rock entre 1968 e 1975, juntamente com notáveis ​​melodias e percurssões acenando para "Sympathy for the Devil" dos Rolling Stones. Depois disso, as referências começam a jorrar. "Wild City" aparece como uma atualização do hard-rock de "Theme from Shaft" de Isaac Hayes, toda a guitarra tremula e as batidas dos pratos, enquanto o verso de abertura - "É hora da temporada quando o sangue corre quente" - lembra do hit de 1968 "Time of the Season" do The Zombies. Outra música, "Mad Love", foi escrita como uma homenagem a David Bowie. "Eu escrevi isso logo depois que Bowie morreu", lembra Momsen. "Eu estava muito devastada com isso."

Mas o Who You Selling For não se resume em apenas uma homenagem: Enquanto The Pretty Reckless trabalhou com Kato Khandwala, que produziu todos os álbuns da banda, eles também trouxeram músicos de fora com um pedigree muito específico. A "Back to the River" apresenta a guitarra característica de Warren Haynes, conhecido por seu mandato de longa data no Allman Brothers Band, e três backing vocals aparecem em um par de faixas para deixar o som mais completo e parecido com os das décadas passadas do rock. Esse trio inclui Janice Pendarvis, que contribuiu nos álbuns de Sting e Bowie, e que também apareceu no documentário ganhador do Oscar, 20 Feet From Stardom.

"Pela primeira vez nós trouxemos músicos convidados para que pudéssemos ter essa sensação ao vivo em vez de ter que computadorizar um teclado mais tarde", explica Momsen. "Isso levou as músicas para um lugar totalmente novo. Um bom exemplo é "The Devil's Back". Ela teria originalmente dois minutos. Mas todos nós estávamos tocando juntos ao vivo, e isso ficou muito bom. Nós apenas continuamos tocando, e agora é uma das músicas mais longas do disco. "

"Hoje tudo é feito numa caixa, no computador", acrescenta, ecoando uma queixa que incomodou o mundo do rock durante décadas. "Tudo é manipulado, tudo está alinhado, então é literalmente perfeito", ela continua. "Eu acho que você perde o elemento humano. A razão pela qual os álbuns clássicos soam tão grande é que eles não têm a capacidade de corrigir tudo, overdubs, autotune, qualquer uma dessas merdas."

O sucesso de "Take Me Down" parece reivindicar esta abordagem da velha escola. "É fodidamente louco", diz Momsen. São quatro números 1s. Mas ela confessa não ter "nenhuma ideia" por que as músicas da The Pretty Reckless atingem esses feitos. "Eu posso dizer que é a sensação mais gratificante do mundo quando você termina uma boa canção e você pode tocá-la, todo o caminho funciona e você segue," ela diz. "Não há sentimento melhor. Então você cai de volta no buraco do coelho - 'C*ralho, eu tenho que fazer isso de novo'. Nós não sentimos pressão externa. Nós mesmos colocamos a pressão sobre nós."

Mas no mundo confuso do Rock n' roll, onde os erros assumem uma beleza própria, Momsen tem sua rede de segurança - ela não tenta obter todas as partes de uma música certa, acrescentando: "A imperfeição [pode] ser a coisa que torna perfeito."
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