Entrevista para o "The Washington Times"


Taylor Momsen concedeu uma entrevista para o site The Washington Times onde falou sobre ser a líder da banda, a relação com a gravadora e sobre o que faz para aliviar a tensão durante a turnê. Confira abaixo:

Taylor Momsen pode ter ficado conhecida por estrelar a série de TV "Gossip Girl" ou por interpretar a jovem Cindy Lou Who em "O Grinch" de Jim Carrey, mas a Srta Momsen foi colocado neste planeta para o rock n' roll. Como vocalista da The Pretty Reckless, a senhorita Momsen já entregou três álbuns sólidos - e inúmeros shows ao vivo - do poderoso e sem remorso, rock 'n' roll puro. O mais recente da banda, "Who You Selling For" é uma explosão diversificado de várias camadas do rock, liderado pelos vocais poderosos de Miss Momsen.

Em antecipação do show de sexta-feira da banda no Rams Head Live, em Baltimore, a roqueira de 23 anos discutiu sobre seu novo CD e a importância de comédia na estrada.

A primeira coisa que ouvimos no novo álbum é você dizendo, "get your shit together."* Com quem você está falando?
Eu acho que com todos no estúdio naquele momento. [Risos] Eu não me lembro exatamente o porquê. Nós só estávamos tocando no estúdio, tocando uma faixa juntos, e nós estávamos indo começar a gravá-la. Algo aconteceu, então eu disse: "get your shit together".
(*"Get your shit together" é uma expressão que significa: "arrume suas coisas" ou "se recomponha")

Quando se trata da banda, você é a líder?
É uma democracia, eu acho. [O guitarrista] Ben [Phillips] e eu provavelmente estamos a frente porque nós somos os compositores. Mas quando se trata da própria banda, nós somos todos iguais.

Quando a The Pretty Reckless começou, era difícil as pessoas levarem você a sério como uma cantora, uma vez que sabiam que você tinha sido atriz em primeiro lugar?
No começo, sim, foi difícil para as pessoas nos levarem a sério. Primeiro de tudo porque quando eu comecei, eu tinha 15 anos e até eu não levaria uma garota de 15 anos a sério. [Risos] Havia um elemento de idade. E as pessoas estavam se perguntando se era um tipo de projeto de pura vaidade minha ou se a coisa era real. Obviamente que a coisa é real, uma vez que já somos uma banda há quase 10 anos agora. Qualquer questão ou dúvida certamente foram embora.

Porque o novo álbum se chama "Who You Selling For" (Pra quem você está se vendendo)?
É uma música do disco, e quando estávamos passando por diferentes opções de títulos, esse tipo de reflexão pareceu um conceito interessante: fazer uma pergunta para o público em vez de exigir ou titular algo como fizemos com o "Going To Hell". Eu gostei da ideia de colocar uma questão para o público.

Será que estamos todos nos vendendo para alguém?
Provavelmente. Hoje eu estou me vendendo para você. A realidade é que eu estou me vendendo para a música. Eu amo música. Então, eu vou me vender e dar tudo por ela.

Será que se tornar bem sucedido significa se vender para a industria? 
Eu não acho que nós nos vendemos para a industria, porque mantivemos o controle criativo total. Temos uma situação muito boa com a nossa gravadora. Quando nós terminamos um disco, eles vão e escutam ele. Nós não estamos em uma dessas grandes [gravadora], por isso não temos um milhão de pessoas nos empurrando idéias goela abaixo; podemos permanecer independentes e controlar a nossa imagem.
Para mim, essa é a única maneira que pode funcionar. Eu não sei muito bem sobre essa máquina. Nós fazemos a música como queremos e entregamos ela. Depois disso, eles podem colocar elas para fora da forma que quiserem. Isso não é sobre mim; é sobre eles.

O CD é bem agitado, mas há também alguns verdadeiros belos momentos de silêncio. É importante mostrar ambos os lados?
Nada disso foi intencional. A coisa estranha sobre a escrita é que você nunca sabe o que está dentro de você. Nós amamos tanto o rock 'n' roll. O rock 'n' roll é tudo. Rock 'n' roll para mim representa total liberdade. Não há limites quanto aonde você pode ir como um compositor.
Se você colocar um limite em si mesmo, então você está se freando. Isso nunca é bom. Nós mergulhamos em todos os tipos de categorias do rock clássico desta vez.

Como você evoluiu como cantora e compositora no novo álbum?
Bem, eu estou mais velha. Então isso definitivamente afetou as coisas na escrita e na minha voz. Se você ouvir o [CD de estreia] "Light Me Up", minha voz ainda não havia mudado. Estava tão aguda e alta [Risos]. Eu estava ouvindo isso no outro dia e pensei: "Oh, meu Deus."
Individualmente, todos nós crescemos como pessoas. Isso nos tornou uma banda melhor.

Qual foi o processo de gravação dessa vez?
Foi muito semelhante e muito diferente. Gravamos no mesmo estúdio, Water Music Recording em Hoboken, New Jersey. Então isso foi divertido para mim porque é muito parecido com ir para casa.
Foi diferente no sentido de que foi a primeira vez que trouxe em músicos de fora, o que foi muito divertido para nós. Nós trouxe em Andy Burton para tocar teclado. E nós trouxemos algumas cantoras de fundo. Elas foram fantásticas.
Nós realmente quisemos configurar um tipo de ambiente ao vivo e tocar tudo muito organicamente para ver onde as músicas iriam nos levar. Tentamos capturar o elemento humano, que acho que está faltando em muitas músicas nos dias de hoje.
Com computadores você pode manipulá-las para ficarem perfeitas. Com a gente, a perfeição não era necessariamente a meta. Capturando um momento no tempo, um momento que te move de alguma maneira a uma era.

É difícil estar em uma banda cheia de caras?
Eu nem percebo isso, honestamente. Realmente a única diferença é que eu não acho que você vai vê-los usando saltos altos tão cedo [Risos].
Não há diferença. Um músico é um músico.

Qual é a única coisa que você precisa para se manter sã durante a turnê?
Muita água. Isso é essencial. E comédia. Alívio cômico é essencial. Pelo menos para a nossa banda na estrada. Enquanto podemos rir, as tensões não ficam muito altas.
Nós assistimos muito "South Park", comédia stand-up e fazemos piadas ridiculamente brutas uns com os outros diariamente.
Tradução por Fc Cold Blooded. 
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