Entrevista para a "Icon vs Icon"



Taylor Momsen sobre a evolução da banda e seu novo álbum! 

Parece que de meses em meses na mídia rock, alguém coloca a questão, "O Rock 'N Roll está morto?" Bem, não se depender da The Pretty Reckless. A banda passou a maior parte de uma década esculpindo seu lugar na paisagem do rock em constante mudança. Não só eles fizeram a sua presença conhecida tanto para os críticos e fãs como definiram sua parcela justa de álbuns para os livros de história. Formada em 2009, The Pretty Reckless lançou seu álbum de estreia "Light Me Up" em 2010 e captou a atenção dos fãs de música ao redor do globo. E isso logo foi seguido por seu segundo álbum, "Going to Hell". Eles estão mais focados do que nunca em seu tão aguardado novo álbum, "Who You Selling For". Escrito pela vocalista Taylor Momsen e pelo guitarrista Ben Phillips, "Who You Selling For" foi produzido pelo colaborador de longa data Kato Khandwala. Com base na magnífica química dos membros da banda, o novo álbum afunda instantaneamente as garras no ouvinte e, mais uma vez, oferece o conteúdo lírico e soul com tons blues no qual eles construíram sua base sólida. "Who You Selling For" é a prova positiva de que o rock 'n' roll está muito vivo e indo bem na América! Jason Price do "Icon vs. Icon" recentemente encontrou com a vocalista da The Pretty Reckless, Taylor Momsen, para discutir o processo criativo do "Who You Selling For", sua evolução como músicos, e o que o futuro pode preparar para esta banda em ascensão.

O que você pode nos dizer sobre o processo de encontrar sua voz criativa como músico no início da vida?
Essa é uma pergunta interessante. Eu acho que aconteceu muito organicamente. Eu tenho cantado desde tão cedo quanto eu possa me lembrar. Quando criança, eu cantava e nem percebia que eu estava cantarolando, e as pessoas me diziam que eu tinha que parar! [Risos] Eu comecei a escrever canções muito jovem, mesmo sem perceber que eram canções. Eles começaram nos meus diários e depois eu só tinha que colocar melodias nelas. É apenas algo que eu sempre fiz. Enquanto fui ficado mais velha, eu comecei a ficar melhor! [Risos] Você escreve muitas músicas ruins antes de escrever boas! Leva tempo, e o tempo é tudo. Tudo se resume a tempo, experiência e pensamento para crescer e se desenvolver como uma artista. Temos sido uma banda há quase 10 anos e eu acho que temos definitivamente levantado um padrão não só para nós mesmos individualmente, mas coletivamente. Este novo álbum, "Who You Selling For", É definitivamente a nossa realização que temos mais orgulho até agora.

Mesmo com dez anos sob seu cinturão, a The Pretty Reckless ainda é muito jovem no grande esquema das coisas. O que você acha que é a chave para a longevidade para uma banda nos dias e era de hoje?
Essa é uma pergunta complicada porque eu acho que depende de onde você está vindo. Estamos num paradigma moderno onde tudo é tão rápido e acessível. É a era dos singles e é quase como se estivéssemos na década de 1950 novamente. Nossa banda está sentada aqui fazendo álbuns que estão captando um momento no tempo e algo realmente significativo para ser ouvido de frente para trás ao levá-lo em uma viagem. Para nós, não gravamos nada que não amamos. Bem, pelo menos tentamos não gravar! [Risos] Olhamos para tudo e dizemos: "Será que vou me odiar em 5, 10, 15 ou 20 anos a partir de agora por isso, ou essa qualidade é suficiente para lançar no mundo?" É assim que olhamos para ele. Tentamos olhar para o futuro e ver se vamos nos sentir satisfeitos. É assim que fazemos. Como eu disse, é hora, é esforço e é um compromisso 24/7 (24 horas por dia, 7 dias da semana) de cobrar-se constantemente, questionando-se e tentando melhorar a si mesmo. Isso é realmente tudo que você pode fazer.

Quando você entrou no processo de criação do "Who You Selling For", você teve algum objetivo ou aspiração para o álbum de um ponto de vista criativo?
Este é sempre, tipo, o nosso lema, mas acho que fomos um pouco mais afundo, dessa vez neste caminho de "tente não tentar." Nosso objetivo era realmente capturar o elemento humano e o desempenho dos músicos, seja Jamie tocando bateria, um solo de guitarra, um riff, uma linha de baixo ou um vocal. Seja o que for, nós realmente tentamos captar um momento no tempo, mesmo se isso inclui uma imperfeição, porque essa imperfeição adiciona um elemento humano à música que eu acho que tem faltado nesses tempos modernos da música. Hoje, tudo é feito com computadores, fixo e parece perfeccionista, mas você perde um pouco do elemento humano que é a alma da música, que é o que eu amo. Nós realmente tentamos deixar as coisas intocadas. Não há overdubs e é muito uma banda em um quarto de estúdio. Para este álbum, nós trouxemos músicos de fora pela primeira vez, o que foi muito divertido para nós. O tecladista, Andy Burton, foi delicioso. Warren Haynes, que colabora em "Back To The River", é um dos nossos favoritos e ele foi absolutamente incrível nessa música e elevou-a a um nível totalmente novo. Também trouxemos backing vocals pela primeira vez. Isso foi super divertido para mim porque eu comecei a trabalhar com três lendas! Havia Janice Pendarvis (David Bowie), que tem trabalhado com todos! Jenny Douglas-Foote (P!Nk) e Sophia Ramos (Rod Stewart). Foi uma experiência muito orgânica, honesta no estúdio, para deixar as músicas virem e nos levar para onde elas queriam nos levar naquele dia.

O que você pode nos dizer sobre o processo de composição das música para a banda nos dias de hoje. O que mudou e o que permaneceu o mesmo durante os anos?
Ele praticamente permaneceu o mesmo porque o processo é que não há nenhum processo. [Risos] A única coisa que permaneceu consistente é que Ben [Phillips] e eu, ambos exigimos solidão e isolamento, a fim de realmente nos concentrar em escrever e manter nossas mentes em torno de nossos próprios pensamentos. Nós basicamente precisamos de tempo para refletir e pensar, porque quando você está cercado de pessoas na turnê, tudo é tão caótico que você não está no seu melhor estado mental. Eu acho que quando nós saímos da estrada e começamos o processo da escrita do álbum, nós nos isolamos do mundo, tentamos abrir nossas mentes tão largamente quanto possível e a esperamos esperançosamente qualquer coisa e tudo inspirar-nos! A inspiração pode vir de qualquer lugar. Eu leio, eu assisto televisão, eu assisto filmes, eu pinto, eu gosto de esculpir, eu nado, eu corro... as pessoas observam e pensam. Você tem que viver a vida de verdade por um minuto em qualquer coisa para provocar uma ideia. A única coisa comum com qualquer música ou processo é que tudo começa com uma ideia. A ideia pode ser realmente, realmente simples, ou a ideia pode fazer a canção inteira em 5 minutos. Nunca se sabe! Isso é o que torna o processo muito tortuoso, porque você não sabe se a idéia vai vir e você está criando algo a partir do nada. Ao mesmo tempo, ele também se torna a coisa mais elástica e poderosamente gratificante do mundo. Quando você termina uma música realmente boa, não há melhor sentimento!

Você tem trabalhado com os outros caras da The Pretty Reckless há muito tempo. O que você acha que vocês contribuem criativamente uns para os outros?
Nós motivamos um ao outro realmente, muito forte. Nós somos nossos próprios críticos mais duros de longe! Todos os dias é uma conversa tipo "Nós fomos uma merda, nós fomos uma merda, nós estamos uma merda..." toda hora entre nós. [Risos] Ao bater-se constantemente, teoricamente, isso empurra você a ser melhor. Nós fazemos isso um para o outro e também para nós mesmos individualmente, e acho que isso é o que nos torna uma boa unidade e uma boa banda. Eu também acho que é uma das razões pelo qual temos trabalhado por tanto tempo. Estamos juntos há quase 10 anos, o que é uma loucura. Apesar da linguagem rigorosa que é falada entre nós basicamente diariamente, nós ainda somos melhores amigos! [Risos]

Quando você olha para trás na década passada como uma vocalista feminina e como membro da banda, como você acha que mais evoluiu ao longo do caminho?
Acho que o maior fator é o tempo. Quando fizemos o primeiro álbum, eu tinha 14 ou 15 anos. Eu não sou mais adolescente e acho que isso é a coisa mais importante. [Risos] Minha voz ainda não tinha mudado no 'Light Me Up' [risos] Eu acho que todos nós evoluímos individualmente como pessoas. Eu acho que todos nós crescemos e nos instalamos em nossa própria pele um pouco mais, e crescemos coletivamente como uma banda. Estamos confortáveis, mas sempre desconfortáveis e constantemente empurrando-nos. É uma resposta muito complicada, mas acho que fizemos alguns erros ao longo do caminho e aprendemos com esses erros, mas continuamos avançando. O objetivo é sempre seguir em frente, empurrando-nos e melhorando a nós mesmos. Se você não faz isso, você está parado no mesmo lugar ou regredindo e eu não estou interessada em fazer nenhuma dessas duas coisas!

Tanto pode ser dito, tanto bom quanto ruim, sobre o estado atual da indústria da música. Em uma nota positiva, o que mais anima você sobre trabalhar sendo uma artista?

Fazer shows! É o melhor trabalho! Chamar de trabalho é quase injusto! [Risos] Nós começamos a aumentar os amplificadores, Jamie começa a tocar a bateria e eu começo a gritar em um microfone todas as noites para uma plateia. É fantástico e muito divertido! O trabalho é a parte da turnê, da viagem, as mudanças de fuso horário e ficar esgotado. Esse é o trabalho, mas tocar todas as noites é um prazer absoluto e algo que eu faria de graça. [Risos]

Você acha que sua preparação, com a turnê se aproximando, é diferente da que você fazia no início de sua carreira?
Acho que estamos um pouco mais relaxados. Essa é a grande coisa. Todo mundo está meio relaxado. Todo mundo está mais velho, então todos nós nos tornamos um pouco mais calmos. Nós ainda nos pressionamos para fazer o melhor que pudermos todas as noites, obviamente, mas continuamos muito focados no show e trazendo o melhor que podemos todas as noites. Então nós nos movemos para a próxima cidade!

Mesmo que este novo álbum ainda seja muito fresco, você já pensou para onde a banda pode ser dirigida sonoramente no futuro?
Essa também é uma pergunta difícil. Sonoramente, eu acho que as canções ditam para onde elas querem ir. Nós escrevemos tudo em um violão, e uma vez que temos uma música que podemos tocar de frente para trás acusticamente, isso é bom, então Ben e eu vamos apresentar isso para o resto da banda e vamos ver onde ela vai. Você tem uma música como "Wild City", por exemplo. A canção foi muito inspirada pela cidade de Nova York, então a canção em si ditou como a banda iria tocá-la e como ela seria colocada no disco. No futuro, eu não sei onde ela vai nos levar, mas espero que ela continue ficando melhor! Esse é o objetivo!

Qual é a melhor lição que podemos tirar de sua jornada como artista até agora?
A melhor lição que você pode tirar da minha jornada? Beba muita água e trabalhe muito! [Risos] Isso é a única coisa que você pode fazer! Trabalhe muito, beba muita água e apareça! Se você não aparecer nada nunca vai acontecer! [Risos]

Bem, vocês estão saindo em turnê agora e estamos ansiosos para quando você aparecer. O que a The Pretty Reckless vai fazer desta vez?
Ainda é a The Pretty Reckless. Ainda somos uma banda de rock'n roll barulhenta, estridente, que é muito divertida. A setlist está sempre em evolução desde quando estávamos apenas começando. Estamos adicionando lentamente mais e mais material para o conjunto. Eu queria deixar o álbum sentar lá fora um pouco, porque nós trabalhamos tão duro nele, eu queria dar às pessoas tempo para mergulharem a cabeça em torno dele antes de termos um bilhão de vídeos dele no YouTube! [Risos] Então, estamos lentamente adicionando o material novo. É muito divertido, e se você tiver uma chance você deveria definitivamente vir assistir um show!

Definitivamente nós vamos! A banda nunca decepcionou, por isso mal podemos esperar para alcançá-los na estrada! Obrigado pelo seu tempo hoje e desejamos-lhe que o sucesso continue!

Obrigado, Jason! Te vejo em breve!
Tradução por Fc Cold Blooded.

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