Entrevista da Taylor Momsen para a Fiasco Magazine


A Fiasco Magazine, além de liberar o photoshoot da Taylor Momsen (que você pode conferir clicando aqui), saiu a entrevista da Taylor para a revista. Confira a entrevista traduzida abaixo:

The Pretty Reckless retorna este mês com Going To Hell, segundo álbum de estúdio, depois de um extenso período de turnê e o título é uma zombaria desafiante da cadeia de eventos que ocorreu durante sua criação.

Taylor Momsen, 20, a das botas assassinas e cabeleira peroxida, voz rouca e roupas provocativas. Mas ela também é uma artista intransigente, devotada a banda que ela passou os últimos cinco anos liderando e seu contínuo desenvolvimento como compositora. As críticas frequentemente presenciam visões confusas da The Pretty Reckless, alguns os ridicularizando como “genérico”, outros eternamente suspeitos da graduação de Momsen de atriz a cantora, mas você não pode discutir com as estatísticas. Mais de um milhão de singles e álbuns vendidos. É, toma essa, haters.

Pouco mudou com Momsen desde a primeira entrevista com ela a anos atrás. Ela está teimosa como sempre, talvez mais cuidadosa com as palavras que são, hoje, faladas com tons rachados e quebradiços de uma pessoa com laringite. “Pareço um menino passando pela puberdade”, ela resmunga com um sorriso torto.

O jeito mais óbvio para começar é com “Going To Hell”, que fecha uma lacuna de quatro anos entre álbuns completos, e é o primeiro material novo desde 2012.
Levou muito mais tempo do que o esperado para gravar porque ocorreu muitas tragédias durante as gravações. Nós escrevemos as músicas e tínhamos elas prontas para gravar e tudo estava ótimo, então o furacão Sandy inundou nosso estúdio e nós perdemos todo nosso equipamento e o estúdio e não tínhamos nenhum lugar para ir, então isso tomou tempo, reconstruir o estúdio. Nós finalmente voltamos e então a esposa de nosso produtor faleceu de repente e inesperadamente e isso parou tudo de novo porque ela era como uma mãe para a banda. Ainda não superamos e escrevemos a música “Fucked Up World” depois disso. Então (depois de gravar) teve o lado de negócios para resolver.

Como esse tipo de diversidade alterou a produção do álbum?
Nós escrevemos a música Going To Hell depois do furacão então afetou algumas músicas, mesmo que a maioria foi escrita antes. A tragédia foi adicionada à o álbum.

Going To Hell é mais obscuro que Light Me Up, o que estava por trás dessa mudança no som?
Não foi uma decisão fazer isso, foi mais por ter feito turnê com Light Me Up por dois anos e não tocamos com faixas então nos tornamos uma unidade muito única como uma banda. Então este álbum é muito mais uma reflexão de como nós somos ao vivo e é muito mais maduro. Eu escrevi o primeiro álbum quando era uma menina de 15 anos e agora sou uma mulher de 20 anos então acho que o assunto seguiu em frente. Ficou mais obscuro e pesado mas as músicas ditaram isso, não foi intencional.

Considerando a lacuna entre os álbuns e passando por um tempo de experiências e aprendizado, você vê seu material velho e sente, oh, definitivamente escrito por mim com 15 anos.
Não, não, eu tenho muito orgulho do meu trabalho e nós sempre escrevemos com a ideia de que você precisa poder cantar a música daqui a 10, 20 anos e não se sentir envergonhado. Temos padrões elevados e continuamos elevando a haste para ficar melhor e melhor.

The Pretty Reckless esteve em turnê implacavelmente por muito tempo, como você escreve quando está naquela bolha que fica quando está na estrada?
Bem, como uma compositora estou sempre escrevendo mas as coisas boas saem quando não está na estrada porque para escrever você precisa de privacidade e ficar sozinha com seus pensamentos então nenhuma das músicas do álbum foram escritas em turnê.

Você pegou algumas experiências de viagem/shows e as colocou no álbum?
Sim, depois de ver o mundo todo com os seus próprios olhos muda sua percepção do mundo e da sua vida e nós falamos muito sobre isso neste álbum – como do jeito que o mundo está cheio, cara, estamos fazendo isso muito errado! E ninguém está falando sobre isso então falamos. Ninguém se comunica, o desequilíbrio do poder, violência.

Teve um medo de que as pessoas podem pensar “o que você sabe sobre a injustiça e o que você vai fazer, você está em uma banda”?
Eu acho que se você não tem nada pra falar então não fale nada. E nós temos algo para falar, é por isso que gosto de escrever músicas, tenho uma voz e uma opnião e você não precisa concordar comigo mas ao mesmo tempo acho que ninguém vai discutir comigo sobre o mundo estar fodido.

Isso pode ser mudado por pessoas como você?
Eu certamente não tenho a resposta, mas eu espero que as pessoas pensem e falem sobre isso, sabe, música, como música pop, é uma ótima escapatória e é ótimo para ir para clubes e se divertir mas você precisa ter uma profundidade na sua vida também.

Uma das coisas que admiro em você é que você não moveu um centímetro com seu trabalho apesar das vastas mudanças na música e tendências. Por deixar isso de lado você se deu a liberdade.
Ah sim, nós não seguimos tendências nem nada e escrevemos esse álbum com a intenção de não ter limites. Não estamos escrevendo para ninguém exceto nós mesmos e espero que se conecte com as pessoas de algum jeito. Se eu sou sincera o suficiente você vai conseguir se identificar.

Mesmo tendo uma base de fãs forte, você fica desapontada porque tudo parece estar sendo sugado pela máquina do pop, pelo menos no nível mainstream?
Depois dos anos 90 e a cena grunge, foi a última vez que o rock teve um grande impacto ou movimento na cultura e nas pessoas. Música pop sempre existe e nunca vai acabar mas a música é muito cíclica e a guitarra precisa voltar liderando então estamos esperando que o rock tenha um ressurgimento e sermos parte disso.

Seus pais são católicos e crescer com isso está em suas letras e visuais de uns jeitos que puxam alguns botões. Como eles se sentem com o que está fazendo?
Eles são muito religiosos mas respeitam que sou um indivíduo e tenho minha própria visão das coisas. Não sou contra religião de jeito nenhum mas tenho minha opinião. Eles me respeitam como uma artista e sabem que vou falar o que penso. Eles dão muito apoio, eles entendem que devem me permitir a fazer minha arte do jeito que quero e que penso por mim mesma.

Na primeira vez que te encontrei você era muito relutante pra falar de qualquer coisa a não ser música. Sua vida pessoal estava estritamente fora dos limites.
É, acho que não é da conta de ninguém.

Mas como uma música você tende a escrever de um jeito pessoal. Onde está a linha quando se trata de compartilhar partes de você, mesmo em uma música?
A linha é que se não tem nada a ver com a arte, não é da sua conta. Se tratando de Taylor e atrás de portas fechadas, é da minha conta. Mas se você escutar as músicas por bastante tempo você poderia aprender tudo sobre mim. Está tudo lá, eu disse tudo sobre mim na música então não sinto a necessidade de me repetir de um jeito óbvio. Tem um jeito de fazer isso, manter sua vida pessoal privada. Eu não quero ser conhecida por algo irrelevante, quero ser conhecida por algo que criei e tenho orgulho.

Qual música do Going To Hell você diria aos seus fãs que “essa é o meu bebê, essa é a mais significante”?
Ah, todas são meus bebês!! É como pedir para alguém escolher o filho preferido. É impossível! (risada)

Eu sabia que você iria dizer isso, você precisa escolher uma, estou sendo mandão sobre isso.
Tenho muito carinho pela música “Sweet Things”, mas são todas importantes igualmente. Nós nos divertimos muito tocando Sweet Things, a banda realmente gosta desta ao vivo porque é complicada e elaborada.

Tradução por: Taylor Momsen Brasil

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