Entrevista da Taylor Momsen para a Hunger Magazine



Durante sua estadia em Londres, Taylor Momsen fez um photoshoot para a Hunger Magazine e concedeu uma entrevista a revista. Confira abaixo a entrevista traduzida:

Taylor Momsen pode só ter 20 anos de idade, mas é a cantora à frente de uma banda de rocl. The Pretty Reckless já é um pouco veterana na indústria de entretenimento; ela vem trabalhando desde os dois anos de idade, primeiro como modelo antes de conseguir seu primeiro papel como atriz um ano depois. E enquanto o programa de tv Gossip Girl a jogou para os holofotes em 2007, o projeto mais perto do coração dela é a The Pretty Reckless, o grupo de rock que finalmente permitiu Taylor ser ela mesma – sapatos de stripper, coura e muito mais.

Desde que lançaram seu primeiro álbum, Light Me Up, em 2010 The Pretty Reckless tem ido de força em força – performando, quase literalmente, centenas de shows nos últimos anos e criando um fã base leal e obcecada por cada movimento deles. Tabloides  podem ser rápidos em dissipar Taylor como outra que trocou o mundo da atuação, mas nós arriscaríamos um palpite que eles não escutaram sua voz grossa ou os riffs de guitarra ou o refrão “anthemic” de Heaven Knows.

Nós falamos com a determinada,  “que fala direto ao ponto” cantora durante sua viagem rápida a Londres, onde ela foi educada e atenciosa (desculpa, rumores de comportamento “diva”  afastados) apesar de estar na porta da morta com laringite, falou sobre sensualidade, tabloides e porque, esperançosamente, a música da The Pretty Reckless pode inspirar mais do que a necessidade de mais um shot de vodka.

Seu novo álbum, Going To Hell, será lançado em Março, quatro anos depois do primeiro álbum. Como a banda e o som se desenvolvendo nesse período?

Nós estivemos em turnê por 2 anos e meio no nosso primeiro álbum, então a banda se tornou bem mais unida. A composição definitivamente amadureceu já que eu tinha 15 anos quando fiz o primeiro álbum e agora tenho 20, então os assuntos definitivamente mudaram. Acho que esse álbum é mais despojado, duas guitarras, baixo, bateria, e isso realmente permite que as músicas estejam no primeiro plano e você pode ouvir todos os músicos tocando exatamente como eles soam. É muito mais um álbum da banda.

O que nós podemos esperar de Going To Hell, quais foram algumas das inspirações para as letras?

Viajando pelo mundo e vendo o que estava acontecendo em primeira mão definitivamente abriu os nosso olhos e mudou a nossa perspectiva nas coisas. O objetivo era ser honesto e ter qualidade nas letras, achar as coisas que eu queria dizer, e dizê-las elas o mais honestamente possível. Inspiração pode vir de qualquer ligar, então quando você está escrevendo é realmente sobre você se abrir para isso e esperar para que isso venha até você, você não pode puxar isso ou então ele soa como uma tentativa, essa é a mágica, vem de nenhum lugar e quando isso acontece você se sente com sorte.

A música rock normalmente se desenvolve de elementos escuros da vida, por que você acha que o lado escuro da realidade é uma fonte tão rica de inspiração?

Eu realmente não vejo isso como escuro, eu vejo como real, e o fato é que a realidade  atualmente está bem assustadora. Música popular parece estar realmente focada em fugir, e todo mundo só que ter um “bom momento”, mas eu quero dar para as pessoas alguma coisa para ouvir que te permita fugir para um mundo diferente, algo que realmente conecte com ele profundamente,  não só ir à uma boate ou focando em escapar dos medos da realidade, eu quero fazer algo que ajude eles a superar esse medo, não escapar.

Você acha que as pessoas precisam escapar da vida diária?

Existe escapar e existe se esconder dos seus medos. Eu acho que o rock, quando feito bem, pode dar capacidade a uma pessoa, de Pink Floyd a Rage Against the Machine, te faz sentir mais forte, como se você pudesse realmente  assumir a vida em vez dessa (me atrevo a dizer isso) mentalidade “YOLO”, como nós sabemos que só vivemos uma vez? E se for isso, não devíamos levar a vida a sério? Diversão é importante, mas não se deve fazer só isso. Eu quero que as pessoas sintam isso profundamente, não quero que só inspire eles a tomar outro shot de vodka, mas inspirá-los a ter uma vida profunda e satisfatória nos seus próprios termos, seja único e e faça suas próprias confirmações.

Você divulgou a capa do novo álbum alguns dias atrás, e criou manchetes pela internet. Por que você acha que as pessoas ainda se chocam com uma mulher nua?

Isso é só besteira de tabloid para ter visualizações. Eu estava tentando fazer uma foto clássica como as dos álbuns que eu amo, como “Wish You Were Here” ou do Clapton “E.C Was Here.” Eu honestamente nunca pensei nessa coisa do nudismo, eu estava tentando expressar que quando deixamos esse mundo, você não leva nada com você além da sua alma… acho. (citação de um verso do John Lennon).

Você acha que há muito debate sobre a sexualidade feminina na música?

Eu acho que não há debates suficientes sobre tipo de educação adequada que leva a compaixão e paz. Nós devíamos estar falando sobre violência, todos nós somos sensuais. Sensualidade  é ubíquo e lindo, nós não devíamos ser violentos, essa é coisa realmente feia no mundo, se é com o outro ou com a natureza, paz e amor deveria ser a meta, esse é o motivo pelo qual os Beatles foram tão importantes, essa era a mensagem deles.

Você ganhou fama internacional quando estreou em Gossip Girl, é mais libertador se concentrar em um projeto que permite você ser completamente você mesmo?

Claro, libertador é uma atenuação, porém. Eu sou muito grata por todas as experiências que eu tive.

Em entrevistas passadas você não disse muito, isso é uma preocupação de que a imprensa está sempre tentando conseguir uma história?

Eu só não quero ser o foco, celebridade é uma coisa estranha. Eu quero ser conhecida por criar algo que as pessoas amem, não por quem eu estou namorando ou por qual foi o meu café da manhã hoje.

Você sempre disse sobre o seu amor por sapatos de stripper, quando isso começou?

(risos) Isso foi há anos, eu era uma criança e estava expressando a típica confusão adolescente sobre sensualidade, mas foi bem divertido ser tão alta naqueles saltos.

O quão importante é a moda no rock?

Eu acho que o visual que você usa realmente pode ajudar a completar a visão da música, quer não seja uma imagem ou algo detalhado. Eu acho que moda e o rock sempre andaram juntos, é outra expressão da liberdade.

Um dos seus primeiro shows foi do White Stripes, como essa experiência te ajudou na sua formação?

Isso explodiu minha cabeça! Eles estavam tocando tão alto e cru. As músicas eram tão boas, definitivamente teve um impacto em mim.

Qual o maior objetivo da The Pretty Reckless esse ano?

Entrar em turnê com as músicas do “Going To Hell” pelo mundo e fazer isso chegar a tantas pessoas quanto possível, e obviamente nos tornarmos a melhor banda que podemos ser. Então, voltar para o estúdio, eu já escrevi músicas suficientes para começar o próximo álbum. Mas primeiro, tocar quantos shows nós pudermos… Mal posso esperar.
Tradução por: Taylor Momsen Brasil

Confira as fotos do photoshoot:



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