Entrevista da Taylor Momsen para o GUYSPY



Connor Sobolik, do GuySpy, conversou recentemente com Taylor Momsen sobre drogas, arranjar “brigas” com a Igreja Católica e o seu processo de escrita. Confira a entrevista:

Sobre as provocações líricas à Igreja Católica nas músicas “Going To Hell” e “Goin’ Down”.
Eu cresci como católica e fui a uma escola católica. Eu estou usando a religião como metáfora porque eu cresci no meio católico.Está incorporado ao meu vocabulário. Não é para ser levado de forma literal e eu acho que as pessoas tendem a dramatizar as coisas. É apenas uma música, cara! Quero dizer, todos os fãs entendem, mas elas também são fãs, então... Você sempre terá haters.

Sobre a mensagem por trás da música dela.
Há vários temas recorrentes, mas eu não diria que estou tentar passar uma mensagem específica. Rock’n’roll significa liberdade de expressão. Qualquer coisa que surja! Você está permitido a ser livre e dizer o que quiser. Não está fazendo isso pelo rádio ou pelos fãs, está fazendo por si mesmo. Não há outra mensagem senão liberdade.

Sobre o processo de escrita.
Como escritor você está constantemente escrevendo, lendo, procurando por alguma coisa que acenda uma ideia. Constantemente procurando algo que te inspire; pode ser qualquer coisa. Todas as músicas são bem pessoais e eu de falar muito sobre o que eu realmente estou escrevendo porque quero que ouçam a música com a mente aberta. Gosto que os ouvintes interpretem por eles mesmos e finjam que a canção é sobre aquilo e significa o que eles pensam que ela significa.
Você não pode censurar a si mesmo quando escreve. Se as pessoas têm algum problema com o assunto sobre o qual estou escrevendo, então eu irei lidar com isso quando eu terminar.

Sobre apresentar-se.
Eu me visto, ponho a minha maquiagem, fumo um cigarro, tomo um drink, vou para o palco e faço o meu rock!

Sobre as referências a drogas.
Drogas são parte da cultura em geral. Não gosto de ser muito específica porque eu não estou aqui para influenciar ninguém a um mau comportamento. Entenda o que quiser sobre isso. Você tem que ser o seu próprio artista. Quando começa a imitar algo, já é Broadway.

Sobre dedicar o próximo álbum para “All the Lost Souls” .
É dedicado a todas as pessoas solitárias, e não somos todos solitários? Não ficamos perdidos e sozinhos em algum ponto de nossas vidas? Eu meio que sempre me senti dessa maneira.

Sobre o novo álbum.
É bem mais pesado do que o Light Me Up, mas tem várias coisas diferentes. Felizmente, há algo para todos. É bem um registro de uma banda. É muito cru, muito despojado. São duas guitarras, baixo, bateria, vocais. Eu penso que conseguimos, pela primeira vez, fazer na gravação um som bem parecido com o nosso live. Isso é realmente excitante. É também uma gravação feita para ser ouvido como algo old school; um pedaço de trabalho, não uma música pop que você irá entender logo de cara. É feito para ser ouvido de frente para trás, com fones de ouvido, em seu quarto com as luzes apagadas. Toda vez que ouvir as músicas irá descobrir algo novo dentro delas. Elas definitivamente têm muitas camadas. Levaram um ano.
Eu não escrevo no estúdio; escrevo tudo antes que comecemos a gravar. Então eu vou para o estúdio com toda a música já feita na minha cabeça e então você só precisa gravá-la. Essa parte é sempre divertida porque você vê a música ganhando vida ao invés de apenas ouvi-la tocando de novo e de novo por meses. Você tem a oportunidade de dar o play e aperfeiçoá-la até que chegue ao desejado dez. Eu começo tudo com uma visão bem clara de como a música deve soar.

Sobre inspirar os fãs.
Espero estar me conectando com os fãs. Eu espero que isso os preencha de alguma forma. Eu penso que é isso que a música com as pessoas: faz com que elas se sintam pessoas completas. Eu espero ser capaz disso, e é o que eu alcanço quando faço música. Eu espero que eles se sintam conectados a algumas coisas, qualquer coisa; conectados a uma ideia. Se estivermos fazendo isso eu ficarei muito satisfeita.

Entrevista traduzida por Fc Cold Blooded


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