Altsounds faz análise sobre o EP Hit Me Like A Man


Interscope Records // “Mais habilidade e alcance do que foi ouvido do grupo desde ... "

Barely legal¹, Gossip Girl, Taylor Momsen e sua banda, The Pretty Reckless, de fora, não exatamente grita integridade ou são a imagem de uma banda de rock pesado e definido. No entanto, quando eu cheguei a vê-los ao vivo no ano passado abrindo para o Evanescence no Reino Unido, fiquei extremamente surpresa com o nível da sua performance ao vivo. A banda foi ótima apesar de talvez um pouco ensaiada demais, mas Taylor se provou ser uma vocalista confiante e capaz, cantando e comandando o palco como alguém com o dobro de sua experiência (e idade).

Após o lançamento de seu álbum de estréia Light Me Up em 2010, eles excursionaram incessantemente, incluindo o apoio impressionante que deram para Marilyn Manson e sua própria turnê (The Medicine Tour) na América do Norte. Isso foi em função de um novo EP intitulado Hit Me Like A Man, que foi lançado recentemente. Ele apresenta três novas faixas e duas do seu primeiro álbum, que foram gravadas ao vivo no mesmo show para o Evanescence em Londres, que eu mencionei.

É um pouco decepcionante que não há notícia de um álbum completo ainda, eu estou interessada em ouvir o quanto a banda progrediu se houver algum progresso. Este novo EP nesse meio tempo proporciona aos fãs uma pequena distração. Foi produzido por Kato Khandwala que já trabalhou com Paramore, Blondie e All Time Low, bem como o grupo imprudente² em sua estréia. A primeira faixa aqui é a versão ao vivo de "Make Me Wanna Die"; sua música mais conhecida, tendo aparecido na trilha sonora, em 2010, do filme de super-herói Kick-Ass. Esta versão ao vivo de uma parte do hard-rock stompy³ é impressionante o suficiente, embora seja um pouco estranho. O público desaparece em ruídos de dentro e fora da mistura, mais como uma novela em que cada vez que alguém faz uma piada, eles acompanham. Diferente daquela gravação que soa fresco e destaca a força que ela demonstrou naquela noite.

À segunda faixa ao vivo, ‘Since You’re Gone’ foi dado o mesmo tratamento. Toda participação do público foi capturada. No entanto ainda é uma grande gravação, que mostra muito atrevimento da jovem cantora, e os numerosos solos de guitarra de Ben Phillips são limpos e precisos. O que é mais importante focalizar aqui são as novas faixas. A faixa título “Hit Me Like A Man” é uma brincadeira sexy de uma canção rock com mais de seus riffs limpos de assinatura e a áspera Taylor assegurou os vocais –


  “Some will give you pain, some will give you pleasure. Hit me like a man, love me like a woman!”

É um arranjo bastante simples de hard-rock com um suingue de blues. A ênfase está mais sobre a cativante entrega dos 18 anos de idade, que variam de um espectador inocentemente doce até um caldeirão de coelhos enraivecidos.

“Under The Water” é uma simpática power-balada que mostra mais profundidade emocional e musical. Ela começa muito como Courtney Love com um arranjo de volta despojado, um dedilhar triste no violão e vocais atormentados. À medida que avança níveis e constrói o drama através de seu tempo de quatro minutos de execução, entra no território de ‘November Rain’ – solos longos de guitarra, seções de cordas vocais teatrais e melodramáticas. Isso definitivamente mostra mais habilidade e alcance do que já foi ouvido do grupo antes.

E finalmente há “Cold Blooded”, que aponta para mais influências de blues com que o grupo tem tocado. E também é mais do distanciado dueto entre Miss Momsen e seu homem-chumbo Ben, que canta ao seu lado – “You can’t trust a cold blooded lover, you can’t trust a cold blooded slave, you can’t trust a cold blooded other. In the end they’ll just drive you insane” – ambos cantarolam em harmonia. O acréscimo de órgãos de acordes por trás da distorção da guitarra, notas graves, lenta percussão e blues são legais e sexy. Em essência, é uma cena do filme Quentin Tarantino, com sexo, violência, dança/stripp em câmera lenta e talvez alguns mexicanos (eu acho que muitos).

No geral, Hit Me Like A Man é um EP digno e prova o que The Pretty Reckless tem na manga. As faixas ao vivo são um toque agradável, mas as músicas novas esclarecem mais a respeito de onde eles estão indo musicalmente. Se for baseado no blues rock ‘n’ roll o seu próximo álbum, então eu acho que seu nível de credibilidade será aumentado, ao contrário de apenas o tamanho dos saltos da Taylor e de seu sex appeal.

Análise por Candi H. do AltSounds.com


Notas da tradução:
  1. "Barely Legal" é uma expressão usada quando uma pessoa que tem pouco mais de 18 anos faz coisas “pornográficas”.
  2. "Grupo imprudente" ela faz uma brincadeira com o nome da banda. “Reckless” significa imprudente.
  3. "Stomp" é um grupo de percussão de rock que utiliza a dança e a dramatização de filmes em suas performances. Ela quis dizer que a Taylor segue essa mesma linha nas performances da banda. 
*Tradução feita pela equipe do Zombies Brasil

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